quinta-feira, 20 de maio de 2010

Kafkiano.

Há um pequeno Kafka aqui em casa. A Sentença, reunião de dez contos, em formato de bolso. Coleção Calouro. Edição velha e amassada. Estranha. Tem coisas estranhas. Como o texto na parte de trás:

Os textos em português não são simples traduções. Grandes escritores brasileiros foram contratados para recontar em seu estilo próprio e português corrente a história original.

E mais na nota introdutória:

A COLEÇÃO CALOURO, prosseguindo no seu alto e patriótico programa de difusão cultural, já enriqueceu o seu acervo com o texto integral de duas obras prodigiosas de Franz Kafka - O Processo e A Metamorfose.

E também na primeira página, logo que se abre o livro, no cantinho:

"A Sentença" foi selecionado para a Coleção Calouro porque:

  • Kafka é um autor que a juventude brasileira não pode desconhecer, tal a sua importância em toda a literatura atual.
  • Suas adaptações para o teatro e cinema contribuíram para que a obra se tornasse ainda mais difundida.
E não há índice. Sei que são dez os contos porque os contei e, depois, enumerei na contracapa suas páginas correspondentes:

01. A Sentença - 09
02. Um Médico da Roça - 27
03. Na Torrinha - 37
04. Onze Filhos - 39
05. Informação para uma Academia - 47
06. Na Colônia Penal - 63
07. O Artista da Fome - 105
08. O Artista do Trapézio - 121
09. A Mulherzinha - 125
10. Josefina, A Cantora ou A Cidade dos Ratos - 137

E dentro do livro materializa-se um desenho pontilhado do rosto de Kafka, sorrindo e olhando de soslaio. Estranho, muito estranho.

4 Comentários:

Blogger Thomaz disse...

aoperumenos O Artista da fome é um conto bem bacana.

20 de maio de 2010 19:21  
Blogger Caio Marinho disse...

Além dessa versão, também tenho uma, da Martin Claret.

Que, por justamente ser
da Martin Claret,
não tive coragem de ler.

22 de maio de 2010 17:57  
Anonymous Luciana M. disse...

Hahahahaha. Que preconceito Caio!!!!! Martin Claret é acessível......

11 de junho de 2010 16:01  
Blogger Caio Marinho disse...

Acessível é, não nego. De qualidade? Nem tanto, nem tanto.

12 de junho de 2010 21:28  

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